Febraban Tech Dia 2: 5 mini talks, um só caminho — IA que gera resultado – TQI – Tecnologia, Qualidade e Inovação
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Blog TQI
26/08/2026

Febraban Tech Dia 2: 5 mini talks, um só caminho — IA que gera resultado

Febraban Tech Dia 2: 5 mini talks, um só caminho — IA que gera resultado

O segundo dia da Febraban Tech foi intenso no estande da TQI! Recebemos 5 mini talks sobre Inteligência Artificial aplicada ao setor financeiro, reunindo especialistas, clientes e parceiros em conversas sobre como transformar tecnologia em resultado de negócio.

Entre os temas discutidos, um consenso: o futuro não é sobre adicionar mais camadas de atendimento, e sim mais inteligência. Falamos sobre como escalar operações sem escalar custos, sobre agentes de IA que já aprendem, evoluem e atuam em múltiplos canais e formatos, e sobre as features que estão redefinindo o mercado — memória, proatividade, hiperpersonalização e aprendizado rápido. Discutimos também onde estão as maiores oportunidades (vendas, onboarding, atendimento, negociação e cobrança) e como a IA pode acelerar squads de tecnologia inteiras, reduzindo em até 50% o tempo de entrega de projetos.

A seguir, reunimos os principais aprendizados de cada apresentação do dia.

Resultados ampliados por agentes de IA

O primeiro talk discutiu o equilíbrio entre inovação e responsabilidade: toda ferramenta nova pode ser usada para o bem ou para o mal, e num mercado regulado o desafio é usar IA com segurança, evitando fraudes. O recado central foi escalar o negócio com inteligência, não com custos. Foi destacado que a Agentic AI já aprende, evolui e atua de forma multicanal e multimodal, com features que estão dominando o mercado, como memória, proatividade, hiperpersonalização, orquestração multicanal/multimodal e aprendizado rápido, o que muda inclusive o perfil de talento necessário: cada vez menos desenvolvedores, cada vez mais analistas de negócio e design. As maiores oportunidades estão no ciclo de vendas, onboarding, atendimento, oferta/negociação e cobrança (com envio de propostas, acordos e lembretes), sempre com um alerta importante: não se trata de adicionar mais uma camada de atendimento, e sim de adicionar inteligência, com atenção constante ao custo e à competitividade — afinal, o que exige artesanato, habilidade e liderança humana, a IA não substitui.

O fim do gap entre dados e ação

O segundo talk aprofundou a evolução de uma operação real de IA conversacional, desde os primeiros agentes focados em segurança e resiliência até o desafio da curadoria em escala, quando é preciso garantir que o agente não alucine ao atender milhões de clientes. Foi apresentado um “estúdio” que permite montar, testar (A/B/C/D) e publicar agentes rapidamente, além de uma camada que industrializa cuidados com dados estáticos e uma ferramenta de integração que dispensa desenvolvimento do lado do cliente, exemplificando com um case que movimenta mais de 350 mil transações mensais e com aplicações em cobrança, tratando cada etapa do funil com hipóteses e reconfiguração contínua do agente. O grande diferencial apresentado foi uma IA que vai além de analisar dados e gerar insights, sendo capaz de agir no mundo físico — interagindo com o cliente, testando hipóteses, reconfigurando regras e fechando o ciclo de feedback sozinha —, consolidando a visão de “operações que aprendem” em vez de apenas modelos que aprendem, o que foi descrito como o fim do SaaS tradicional e o início do “serviço como software”, onde a proposta deixa de ser vender um agente e passa a ser entregar uma operação completa, com metas e resultados de negócio.

IA como acelerador de estratégia

O terceiro talk defendeu que a IA pode atuar nos bastidores, diretamente na construção dos motores e processos, funcionando como ferramenta de eficiência para os departamentos ao longo de todo o SDLC (ciclo de desenvolvimento de software), de ponta a ponta. Foi mostrado como agentes são usados para apoiar humanos, melhorando testes, qualidade e performance, além de fortalecer a segurança e reduzir o time lead, produzindo mais rápido — com squads agênticas de apoio ao processo que já reduziram em até 50% o tempo de entrega de projetos. O recado foi claro: o segredo está em saber onde aplicar a tecnologia como acelerador para resolver problemas reais, e o erro mais comum é começar por algo que não gera valor — o caminho certo é começar por algo impactante, mesmo que isso signifique arriscar.

Acelerando integrações com IA: o case Serasa

Um dos cases apresentados mostrou como a IA acelerou o processo de integração com parceiros de negócio. No modelo tradicional, a equipe levava em média 5 dias para fazer cada integração — copiando códigos de integrações já feitas e adaptando manualmente convenções para cada novo parceiro. Com a aplicação de IA, esse processo caiu para 2 dias, contando com agentes de qualidade que validam automaticamente as regras de negócio e uma IA determinística que já conhece toda a estrutura das bases, organizando e separando as integrações sozinha. O impacto no negócio foi expressivo: o tempo de aprovação também caiu, a quantidade de itens entregues por mês saltou significativamente, e o case gerou um retorno de R$ 1,8 milhão. O objetivo não é substituir os times, mas ganhar escala e velocidade nas entregas, com a IA atuando como camada de suporte técnico e de qualidade ao longo de todo o processo.

Crédito mais inteligente para pequenas e médias empresas

O último talk do dia trouxe uma reflexão sobre como a inteligência artificial pode transformar a análise e concessão de crédito para pequenas e médias empresas no Brasil, num cenário de forte revolução regulatória. Foi destacado que os modelos tradicionais de crédito, muitas vezes dependentes de um único birô ou variável, já não são suficientes para captar a real capacidade de pagamento das PMEs, defendendo uma análise mais ampla — considerando recebíveis, marketplace, reputação e histórico de relacionamento — para tornar a decisão de crédito mais inclusiva, inteligente e antecipada. Cada segmento (comércio, consultoria, serviços, academia, entre outros) exige uma abordagem e um produto de crédito diferentes, e o futuro não está em ser apenas mais um banco ou aplicativo disputando a “principalidade” do cliente, mas em se tornar uma plataforma inteligente, que conhece de fato o negócio do empresário e propõe as melhores soluções financeiras para cada realidade.

O que fica do Dia 2

Do equilíbrio entre inovação e regulação até a promessa de operações que aprendem sozinhas, o Dia 2 da Febraban Tech deixou claro que a Inteligência Artificial já deixou de ser promessa para se tornar motor de resultado no setor financeiro. E o melhor: ainda estamos no começo dessa jornada.

Hoje é o último dia do evento e a TQI está por lá! Venha bater um papo conosco sobre como transformar esses insights em resultado real para o seu negócio.

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