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Blog TQI
24/08/2026

Dia 1 na FebrabanTech 2026: modernização não é sobre tecnologia, é sobre pessoas

Dia 1 na FebrabanTech 2026: modernização não é sobre tecnologia, é sobre pessoas

O primeiro dia da FebrabanTech 2026 começou intenso e terminou deixando uma reflexão que atravessou todo o evento: modernizar não é, no fundo, um problema de tecnologia. É um problema de pessoas.

O bate-papo que deu o tom

Isso ficou evidente logo na conversa entre Mario e Wagner. O painel “Modernização: estratégia ou sobrevivência?”, que trouxe provocações valiosas sobre onde o negócio realmente trava na hora de começar a modernizar.

A conclusão foi direta: o maior obstáculo não está no código nem na infraestrutura, está na capacitação das equipes e na maturidade dos processos. De nada adianta modernizar se o custo do processo for maior do que simplesmente manter o ambiente atual como está.

E é aí que a IA entra na conversa, mas não como substituta. Como equilíbrio. A proposta é que ela caminhe lado a lado com a inteligência humana, inclusive dentro do próprio mainframe, algo que empresas mais maduras nessa jornada já colocam em prática hoje.

No fim, a mensagem que ficou foi clara: modernizar é destravar oportunidades de negócio que estão paradas. Não é trocar o que existe por algo novo, é abrir espaço para construir algo melhor dentro do próprio ecossistema.

A abertura confirmou o recado

Esse tom não ficou isolado numa palestra. Ele conversou diretamente com a abertura oficial do evento, quando o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, apresentou os números do PIX em 2025:

  • 80 bilhões de transações
  • R$ 35 trilhões movimentados
  • 900 milhões de chaves cadastradas

O PIX, hoje, é a instituição de maior confiança da população brasileira, um resultado que não veio só de tecnologia, mas de adoção em massa, confiança e processo bem desenhado. O mesmo raciocínio do bate-papo sobre modernização, só que em escala nacional.

O palco dos CEOs: consenso em dois pontos

No painel com os CEOs dos maiores bancos do país (Bradesco, Nubank, Santander, BTG Pactual, Caixa e Itaú), dois pontos se repetiram em praticamente todos os discursos:

  1. IA generativa como protagonista — não mais como promessa futura, mas como parte central da estratégia de cada instituição.
  2. Governança como não negociável — o consenso foi forte: responsabilidade não se delega à máquina. Inovação responsável precisa ser escalável, não um discurso à parte da execução.

O fio condutor do dia

Do bate-papo técnico ao palco dos CEOs, o dia inteiro girou em torno da mesma ideia, dita de formas diferentes: tecnologia é meio, não fim. IA, mainframe, PIX, modernização, tudo isso só funciona quando as pessoas, os processos e a governança estão alinhados junto com a máquina, não atrás dela.

É esse o ponto de partida que a TQI leva para o segundo dia de Febraban Tech 2026.

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